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Biscoito da Sorte
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O fluxo rítmico da moça sacudia diretamente dentro da cacholinha de sua cacholinha confusa. Se para ele já era um incômodo a arte e a desenvoltura talentosa de sua amada, muito mais se acentuava o desalento quando executadas naquele covil gângster.

O chefão indecoroso mencionou um encontro que tivera com o rapaz, naquele mesmo lugar, há aproximadamente dois meses, que, por suas contas, calhou na véspera do desvendamento de seus rastros. O moço não tinha lembrança do evento e muito menos de ter demonstrado contentamento pela mesma atração, conforme rememorou o contraventor, ao interpretar erroneamente o assombro dele. A alusão fez o rapaz conceber a justificativa de sua tormenta que culminou no acidente. Atordoado, lançou mão de todas as concordâncias pertinentes para que o ancião deixasse-o partir em paz.

Ao engatar a marcha ré e acelerar por alguns metros, viu a suntuosa edificação diminuir de tamanho em relação à distância que tomava. Era uma espécie de despedida proporcionada pelo vislumbre da última imagem necessária para assentar a certeza de que era a ocasião cabida do ponto derradeiro. Os acontecimentos haviam enveredado por meandros que garantiam não restarem dúvidas de que os eixos dos valores mais essenciais foram abalados.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Desvendado o mistério - Descoberto o verdadeiro culpado pelo que deu errado em sua vida.

No segundo semestre de 2010, fiz um curso de desenvolvimento pessoal, que durou um fim de semana inteiro. Disseram-nos, durante uma longa palestra, que, naquele dia, conheceríamos o verdadeiro responsável por todas as coisas que não ocorreram, na nossa vida, como gostaríamos. Os palestrantes instigaram a gente, fazendo-nos crer que poderíamos, enfim, saber o nome do culpado de tudo.

O que você faria se ficasse frente a frente com o responsável por todas as mazelas e infortúnios da sua vida? Vingar-se-ia? Daria uma sova nessa pessoa? Cometeria o irreversível pecado capital?
(Trecho da crônica para rádio "O teorema da responsabilidade")
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Sugestionado pelo poeta que o escrevera, o governante cedeu ao seu ímpeto emocional e decidiu não expurgar uma economia intemperada que abalroaria os desvalidos. O texto disposto em versos fê-lo remeter-se a seu modesto exórdio, recordando a intrepidez laboral de seus progenitores para proverem o seu sustento e o de seus irmãos.

Como se fosse remetido a semotos espirais nebulosos que pairam no cosmo, o político pôde presenciar o seu pai, um vigia noturno, em pleno sereno, batendo, ferrenhamente, os pés, no cimento álgido, com o fim de aquecer-se. Foram elocuções que forjaram um estopim. Embora contrariando os interesses obscuros dos possessores, não inflacionou os tributos que incidiam nos principais itens sazonais de inverno da cesta básica. Os módicos desjejuns matinais, sob o viço do orvalho, continuariam regados a cafés com leite quentinhos.
(Trecho do texto "O vestígio de vento que soprou na contrição")
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Numa caravela esbelta
Na praça de celta
Chegou Portugal

Lusitanos gritando em couro
Nóis queremo ouro
Mas que povo mau
(Trecho da letra de música didática "A expansão ultramarina portuguesa")
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Sentindo o ar penetrar mais suavemente em seus pulmões, ao recostar a nuca na região superior de seu dorso, certificou-se que o céu continuava azul, porém, não mais azul força aérea, como todo o peso militar das regras da vida adulta em cima das suas costas, mas, sim, azul bebê, bem mais clarinho, bem mais limpo, quase um azul Alice, remetendo-o à época de maravilhas em que ainda não era proibido sonhar.

Doía, era verdade, mas tudo na vida tem um preço e o montante cobrado pela esperança era a dor. Via-se perdido, entretanto, com a concepção de que detinha um prazo maior de existência para livrar-se das amarras que com ele vieram ao mundo.

Cada um dos adeptos agradeceu o Deus do céu e do trovão pelo fim dos temporais. Sabia que não era nada disto, mas também estava grato pela estiagem que preservou as marcas de pneus, os fragmentos de vidro do farol e os vestígios de seu solado. Sem este capricho da natureza, não teria ele encontrado a rota que lhe revelaria sua furtiva identidade. A consistência pastosa do suco vermelho permitia que fosse acelerada a agonia com a fúria voraz de seus dentes, que não eram mais de leite.Clicando aqui, você lê o conto completo
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– Filho, você vai precisar operar o saquinho! O chute do Nakano machucou as suas bolinhas!

– Sério, mamãe?

Apesar de só ter seis aninhos, eu lembro como se fosse hoje: eu deitado numa maca de rodinhas, sendo levado por cerca de meia dúzia de homens e mulheres, com roupas e máscaras verdes, até a mesa de cirurgia.

“Cambada de covardes”, eu pensei, “por que eles precisam esconder-se atrás de máscaras?”
(Trecho da crônica para rádio "O chute que eu tomei no saco")
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