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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Entrei no parque a passos largos

Vendo os patos nadarem nos lagos

Que sexo faz essa mineira!

Boca no ouvido, me diz besteira.
(Trecho de uma das letras de música cantada no show da Banda Lyra Azul)
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Plantei, na terra, mágica semente
Notei que berra, tragicamente
A serena Flor que vejo que brota
E que pena a dor, beijo idiota.

Néscio é o beijo desse jardineiro
Cresce o desejo, vê-se o corpo inteiro
Regozijar prazer do nascimento
Peculiar é o ser, novo rebento.

Tento explicar tamanha euforia
Vento do mar com sanha viria
Soprar a folha da ímpar Florzinha
Pra lá se recolha. Ela é só minha.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Oito Cantos Sagrados")
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A dona Filomena, por exemplo, faxineira de um hotel de Atibaia, no qual eu me hospedava com frequência, enfiou o dedo na minha fuça e disse pra mim que eu não havia limpado os meus sapatos direito, ao retornar da rua.

– Puxa vida, dona Filomena, com todo o respeito que eu tenho pelos seus cabelos brancos e pelo seu digníssimo trabalho, é fato que não atentei pros meus sapatos sujos. Perdoe-me, por gentileza. Mas também não precisa gritar desse jeito comigo. Afinal, não estou aqui de favor, estou pagando caro pela hospedagem.

Ela olhou sarcasticamente pra mim e disse:

– Ah, ah, ah! Você não sabe o que é caro, meu amooooorrrrrr. – Entonando um artificial sotaque carioca nos erres, pra esnobar-me ainda mais.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Com a doce umidade do ar que respiro
Como fosse a cidade brotar desse lírio
Eis que surgem abelhas voando nas flores
Tal que fulgem vermelhas, trocando as cores.

Em segundo, o despontar da primeira folha
Vem pro mundo estourar da champanhe a rolha
Comemora, em terceiro, o crescer fina Flor
É Senhora em canteiro e crê ser sina a dor.
(Trecho de uma das Obras de Marcelo Garbine que lhe garantiram uma vaga no Nucleo de Letras y Artes de Buenos Aires - Argentina)
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Eu sonhava tanto
Em dividir meu canto
Mas o canto que eu quis morar
Você não quis cantar

Por isso eu resolvi
Ficar mesmo por aqui
Até edifiquei meu teto
E recebo dele afeto.
(Trecho da poesia "Longínquo Horizonte")
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A consonância produzida pelo arco no violino friccionando as cordas aumentava enquanto atravessava uma plantação de girassóis. Com seu discernimento distante, meramente devaneava como teria sido mais poético se Mendel tivesse utilizado girassóis em seus experimentos biológicos em vez de ervilhas.

Da hereditariedade das ervilhas para a sua própria, a abstração delicada era suplantada pelos prognósticos do seu futuro com a moça. Como seriam os seus filhos? O comportamento detestável do pai seria por ele imitado? Ela era digna de germinar sua semente?

Cruzada a plantação, aos pés da amoreira, enxergou a folia. Doze participantes estavam ali. As mulheres com seus vestidos preponderantemente vermelhos e cabelos cobertos com lenços floridos. Os homens com seus chapéus, coletes, calças e botas pretos e camisa branca com mangas compridas, largas e folgadas. No meio, um violino era tocado com veemência. Até aí, era apenas um festejo com dança típica que ele já conhecia. Mas havia algo sinistro, um elemento alheio ao rito padrão. Uma senhora com indumentária cigana passava com uma bandeja diante dos convivas, servindo uma bebida de coloração vermelha.Clicando aqui, você lê o conto completo