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Biscoito da Sorte
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Eu preparo o meu sal de fruta e ligo o rádio. Tem que ter estômago para ouvir esse cara. Os seus malabarismos verbais insultam a inteligência do público, mas ele fala com tanta segurança que muita gente é persuadida. Defensor das instituições legais, compara aprisionamento preventivo com cárcere perpétuo, servindo-se da premissa de que ambos não têm um prazo prévio estipulado e, por causa disto, agridem uma cláusula pétrea.
Eu também quero que a presunção de inocência prevaleça, mas sem chegar ao ponto de exigir demais da flexibilidade dos surrados tímpanos populares com analogias heterodoxas. Mas ele chama de ignorante quem se revolta com os habeas corpus concedidos a políticos corruptos. Seus argumentos são meras interpretações da lei e não verdades absolutas. Seriam ótimos se proferidos pelos advogados dos delinquentes de colarinho branco. E eu só quero que a justiça funcione e puna os infratores. Simples.
Os tecnólogos resolvem vários pepinos com uma singela chave de fenda. Creio que o mesmo instrumento não possa ser manuseado para reparar danos na política e na justiça porque eu sou um democrata. Penso que a tortura e a violência não sejam viáveis. Nem teoricamente, pois eu quero manter o nível do texto. E as contrariedades devem ser solucionadas de frente e não pela retaguarda. Nem mesmo pela retaguarda de um ministro do STF que me aborrece. Relaxem as suas fendas, senhores magistrados, pois não utilizarei a minha chave de fenda em vossas excelências.Clicando aqui, você lê o texto completo
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O segundo palestrante, biólogo atuante no Greenpeace, foi bem mais moderado. Consentiu alguns tópicos evidenciados pelo precoce colega, mas salientou que deveria ser aplicado um policiamento geoclimático para impedir que a ganância do setor industrial ameaçasse a natureza no que tange a poluição.

O discursista seguinte, um aposentado doutor em geoclimatologia, fez questão de enfatizar a sua longa experiência na profissão para divergir de seus pares, mostrando-se tranquilo em relação à atualidade e reticente quanto ao futuro.

E, para encerrar a solenidade, foi ao púlpito um sábio senhor que aparentava ter mais ou menos oitenta anos. Diferentemente dos demais, não expôs uma única vertente e nem salvaguardou uma opinião, apenas esclareceu os elementos, conjecturou e, humildemente, delineou uma gama de hipóteses.

Creio que ninguém mais naquele recinto olhou para os experts na mesma condição que eu. Pelas reações fisionômicas dos espectadores, deu para perceber que cada um dos quatro conferencistas tinha os seus adeptos. Já eu concordei com todos. Todos estavam certos, se observados pelo ângulo do contexto que se propunham.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.

Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.

Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.

Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.

Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.

Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Os sapientes telespectadores do doutor João Kleber, quando desfrutam a erudição de seus espontâneos e nada combinados “testes de fidelidade”, estão cientes que o “Para! Para! Para!” exclamado com estridência pelo eminente comunicador (sem intenção nenhuma de embromar para segurar a audiência, toda vez que a mulher do corno ameaça tirar a roupa para o Ricardão) não tem mais acento. Acentos são economizados pelas prodigiosas mentes dos telespectadores do João Kleber, com alto poder imaginativo, que visualizam a grafia correta de todas as palavras ditas oralmente pela sumidade que apresenta programas de TV para intelectuais.

Se você for um cidadão ocupado e hiperativo, sem tempo para encaixar o hábito da leitura na sua lista de afazeres, e estiver aproveitando um sinal vermelho de trânsito para ler esta crônica, caso perca a concentração e bata o seu carrinho, vai amassar o seu para-choque (sem acento). O “para” que compõe essa palavra composta é oriundo do verbo parar, pois o utilitário que possui a função de proteger a sua caranga e evitar maiores danos provocados por um sinistro para (do verbo parar) o choque de uma batida. Antes da última reforma ortográfica, você acentuava o dito cujo e amassava o seu pára-choque (com acento agudo no primeiro A).Clicando aqui, você lê o texto completo
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A lágrima despejada pelo meu olho que chora
Mistura-se com a forte chuva lá de fora
O momento me faz reluzir
Mas quando acordar irá me ferir.

O último timbre mostra ser infeliz o fim
A triste realidade é diferente de um belo jardim
Desperto sem você ao meu lado
Eu com meu travesseiro abraçado.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Ai! Duas decepções! A primeira foi descobrir que não se tratava de uma mulher escultural e instruída. Estava muito bom pra ser verdade... A segunda foi ter reparado que, mesmo que eu quisesse algo, ficaria difícil manter o clima do diálogo.

Fiquei meio sem ter ideia de como reagir, então externei a primeira bobagem que veio ao meu crânio:

– Os discípulos de Schumpeter são denominados schumpeterianos. Se você acreditar em reencarnação, saberá que, logo, sua irmã nascerá novamente e será um gracioso bebê com uma chupeta na boca, uma autêntica chupeteriana.

Ela me encarou com uma fisionomia tão grave que me deu vontade de enfiar a minha cara num buraco. Deduzi que havia falado a maior merda do mundo. Abri a minha boca pra tentar emendar alguma coisa que me arrebatasse, todavia, antes que as minhas cordas vocais mandassem pra fora qualquer som, ela esbugalhou os globos oculares tresloucadamente e lançou a cabeça pra trás com ímpeto. Imaginei que ela fosse ter um ataque ou algo similar, mas ela deu um grito...Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital