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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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– Seu Luiz, acho um absurdo que o Lula tenha sido eleito, mas estou mais preocupado com estas prováveis cicatrizes que o senhor deixou no meu rosto.

– A sua cara tá mijando sangue, mas é normal. Isso aí sai, meu fio. Eu fui atropelado e fiquei com essa cicatriz aqui, mas já tá quase saindo.

– E há quanto tempo o senhor foi atropelado, seu Luiz?

– Quase trinta anos, meu fio.

– Toma duzentos reais, seu Luiz, mas me deixa ir embora daqui, pelo amor de tudo o que há de mais sagrado!
(Trecho da crônica para rádio "As vaginas que nasceram no meu rosto")
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Futebol? Uuuuuhhhh… bateu na trave, amigão. É quase isto, mas, não é...

Parafraseando uma letra de música de minha autoria (jabá na cara de pau): “(…) sobre tudo o que passou / Meu time nunca marcou gol / Não tenho time nem guarda-sol / Odeio crimes e futebol (…)”.

Tá aí, já assumi – correndo o risco de ser impopular – que futebol não é a minha praia. Então, sobre o que era o assunto? Que saco! Fala logo, Mingau! Desembucha!

O que é quase futebol? Simples: mulher.

O conterrâneo de Mahatma Gandhi iniciou narrativas acerca das suas peripécias como Don Juan. Falou que nunca saía com amigos à noite pra sentir-se mais livre pra flertar com as moças e não ter o trabalho de procurar mulheres acompanhadas de amigas. Ressaltou que – segundo ele – a presença de mais de um homem diante de uma mulher podia confundi-la. Então, ele, simplesmente, dispensava a companhia de outro macho e garantia-se na hora de partir pro ataque e divertir-se com a próxima fêmea.

Até aí, eu estava aprendendo mais um pouco a respeito do complexo universo feminino, contudo, já esboçava irritação com aquela prosa.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Ao longo do desenvolvimento da minha compleição física, eu não tive nenhum motivo para supor que as mazelas constituíssem tão somente um lugar alheio.

Muito pelo contrário, pois os desapontamentos estiveram presentes no interior do meu próprio lar e advindos dos meus progenitores, inclusive.

Entretanto, o debruçamento sobre a arte de traçar versos foi uma ferramenta útil para aliviar as lágrimas. E quiçá tenha reforçado a minha boa vontade em relação aos mais antigos.

Um sujeito de cabelos brancos e dobras na face que indicavam o prazo fluído de estada em seu tronco carnal, a meu ver, era uma versão corpórea do museu do Ipiranga que eu fiquei encantado em percorrer aos sete anos de vida.

Apesar das maneiras eticamente relapsas mostradas pelas pessoas maduras das quais eu tentei absorver elementos edificadores, o fato significativo era que o maior dos cofres de luz instrutiva estava na iminência de ser aberto.Clicando aqui, você lê a crônica completa
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Nas terras do meu bosque eu semeio

Uma semente que germina

O ser que brota supera o anseio

Muito melhor que se imagina.Clicando aqui, você ouve a música
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Eu estava assustado. Profundamente assustado. Calma, Marcelo, o Universo é sábio. Não é à toa que você está com esta revista Caras molhando embaixo do seu sovaco suado.
– Moça, você quer trocar o livro da sua irmã por esta revista?
Ela franziu a testa e pareceu ter experimentado uma metamorfose, transfigurando-se num bagulho mais esquisito do que o Steven Tyler, o vocalista do Aerosmith. Suponho que, no planeta dela, era o modo usual de manifestar contentamento.
Desta feita, a prima bonita do E. T. gritou:
– SIM!
Quem é da Geração X, assim como eu, levanta a mão! Vocês, com certeza, recordam-se do programa Domingo no Parque, do Silvio Santos. Sabe aquele quadro em que as crianças ficavam dentro de um foguetinho, ouvindo música?
O Silvio Santos perguntava se o menino queria trocar a bicicleta por um chiclete de jiló mastigado e o menino gritava: “SIM!".
Foi exatamente desse jeito que ela gritou quando eu a questionei sobre a troca do livro pela revista: “SIM!”.
Soltei a revista no ar e entreguei-a aos caprichos da Lei de Newton. Chocado, recuei pisando três vezes pra trás e saí do edifício a passos largos, andando ligeiro, quase correndo.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Duas gotinhas de Pinho Sol despejadas no vaso sanitário resolvem o problema. De dez em dez xixis, ela permite que se dê a tão sonhada descarga. Mas toda vez, não. De jeito nenhum! Cocô tudo bem, mas xixi não.

O filho mais novo da dona Bernardina questionou:

– Mãe, não é melhor só deixar de dar a descarga, se o xixi sair branquinho, e dar a descarga, se o xixi sair amarelinho?

Mas a dona Bernardina é dura na queda:

– Cala a boca, moleque. Não é você quem paga "as conta" (sic).
(Trecho da crônica para rádio "Dona Bernardina não quer dar descarga")
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