Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Será que eu mereço tanta revolta? Eu não sou mau. A única maldade que faço, em situações casuais, é não segurar a porta do elevador quando vejo um sujeito apressado correndo pra entrar. Sei que é egoísmo não querer perder tempo e desejar estar sozinho pra que o cubículo ascendente fique mais confortável, mas isto não chega a ser um traço psicótico.
Enfim, já entardecia e eu achava engraçado o que ocorrera. Por que eu fui participar de um workshop de mecânica se este negócio não tem nada a ver comigo? Será que não? Bem... eu já fui criança um dia e, como todo menino, quis ter um amigo robô. Talvez, involuntariamente, continue almejando construir um. E esta vontade pueril, provavelmente, foi acentuada naquela manhã cinzenta...
E, ao anoitecer, a lua era maravilhosa, conquanto o prazer de contemplar a sua beleza não fosse maior que o sofrimento que um dia confuso aflorou. Confesso que os meus anticorpos psicológicos foram preguiçosos pra combatê-la, mas tudo bem, afinal todas as angústias doem à noite mesmo. Julguei prudente respeitar este ciclo, já que eu sabia que o sol nasceria novamente no dia seguinte e eu teria mais uma chance de ir atrás do que creio que me fará feliz.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
Enfim, já entardecia e eu achava engraçado o que ocorrera. Por que eu fui participar de um workshop de mecânica se este negócio não tem nada a ver comigo? Será que não? Bem... eu já fui criança um dia e, como todo menino, quis ter um amigo robô. Talvez, involuntariamente, continue almejando construir um. E esta vontade pueril, provavelmente, foi acentuada naquela manhã cinzenta...
E, ao anoitecer, a lua era maravilhosa, conquanto o prazer de contemplar a sua beleza não fosse maior que o sofrimento que um dia confuso aflorou. Confesso que os meus anticorpos psicológicos foram preguiçosos pra combatê-la, mas tudo bem, afinal todas as angústias doem à noite mesmo. Julguei prudente respeitar este ciclo, já que eu sabia que o sol nasceria novamente no dia seguinte e eu teria mais uma chance de ir atrás do que creio que me fará feliz.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica


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Rasguei o livro, quebrei a parede
Sua escassez me desatina
Você não mata a minha sede
Vê se me entende, vê se me ensina.
Sua escassez me desatina
Você não mata a minha sede
Vê se me entende, vê se me ensina.
(Poesia de Marcelo Garbine que foi declamada por quatro amigos)
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– Que livro é esse aí na sua mão?
– O Segredo.
– Ah, esse aí que é aquele livro que promete sucesso e dinheiro para pessoas fracassadas?
– Cada um olha as coisas pelo ângulo pelo qual lhe é mais familiar…
– Você conhece alguém que ficou rico lendo esse negócio aí?
– De certo modo, sim.
– Ah, então ele guardou muito bem esse segredo, não é?
Meu Deus, esse homem deve sofrer, parcialmente, de paralisia facial. Ele só sorri com um dos cantos da boca… – pensei.
– Senhor taxista, pode dar-me um cartão seu? Quero sempre usufruir dos préstimos de um profissional bem sucedido.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
– O Segredo.
– Ah, esse aí que é aquele livro que promete sucesso e dinheiro para pessoas fracassadas?
– Cada um olha as coisas pelo ângulo pelo qual lhe é mais familiar…
– Você conhece alguém que ficou rico lendo esse negócio aí?
– De certo modo, sim.
– Ah, então ele guardou muito bem esse segredo, não é?
Meu Deus, esse homem deve sofrer, parcialmente, de paralisia facial. Ele só sorri com um dos cantos da boca… – pensei.
– Senhor taxista, pode dar-me um cartão seu? Quero sempre usufruir dos préstimos de um profissional bem sucedido.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica


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Brenha sombria, leões que rugem
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.
Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.
Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
(Trecho de uma das Obras de Marcelo Garbine que lhe conferiram o Título de Melhor Criatividade Literária no Prêmio Cabo Frio de Cultura e Entretenimento e uma vaga na Academia de Letras e Artes de Valparaíso – Chile)
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Margeando o rio, desta feita, pela pista contrária, transpôs o percurso mecânico de volta para casa, inclusive, pela zona deserta da estrada, por onde poucos veículos trafegavam. Naquele trecho de asfalto envolto por bosques, dificilmente avistava outro carro. Isto era fundamento suficiente para que as fortes marcas de pneus em forma de zigue-zague despertassem a sua atenção.
Parou no acostamento e observou que os resíduos negros de borracha terminavam numa árvore. Perto da raiz corpulenta, havia alguns cacos brilhantes. Curioso, passou a mão sobre as lascas e viu as pontas de seus dedos sangrarem. Reparou, então, que o lado esquerdo do capô de seu veículo estava danificado e o farol, quebrado.
Até o antepenúltimo dia, as chuvas castigaram a capital húngara. Apenas sabia disto porque ouvira notícias sobre os estragos por intermédio do rádio de seu carro, há poucos minutos, mas não tinha nenhuma recordação do episódio.Clicando aqui, você lê o conto completo
Parou no acostamento e observou que os resíduos negros de borracha terminavam numa árvore. Perto da raiz corpulenta, havia alguns cacos brilhantes. Curioso, passou a mão sobre as lascas e viu as pontas de seus dedos sangrarem. Reparou, então, que o lado esquerdo do capô de seu veículo estava danificado e o farol, quebrado.
Até o antepenúltimo dia, as chuvas castigaram a capital húngara. Apenas sabia disto porque ouvira notícias sobre os estragos por intermédio do rádio de seu carro, há poucos minutos, mas não tinha nenhuma recordação do episódio.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Quando a dona Hermengarda saía, às seis horas da matina, pra abrir a sua quitanda cheia de ratos, eu pulava o muro daquela velha casa e ia ao encontro da feiosa Bartira.
Todos os dias, eu a encontrava chorando, lamentando-se por ser a menina mais feia do bairro. Dava um trabalhão consolar a Bartira. Isto me custava, no mínimo, uns trinta minutos de preliminares até a Bartira ceder.
– Não chora, Bartira, você é linda por dentro. Tão maravilhosa quanto o seu nome. Se os homens não veem a sua beleza, o problema está neles e não em você.
Era uma lábia bem fraquinha, mas, com a Bartira funcionava. Ela parava de chorar e eu mandava brasa. Fazer o quê? Era o que tinha pro rango. Melhor do que ficar no cinco contra um... Come-se por amor à pátria. Taca-se uma bandeira do Brasil na cara e… ueba!Clicando aqui, você ouve a crônica
Todos os dias, eu a encontrava chorando, lamentando-se por ser a menina mais feia do bairro. Dava um trabalhão consolar a Bartira. Isto me custava, no mínimo, uns trinta minutos de preliminares até a Bartira ceder.
– Não chora, Bartira, você é linda por dentro. Tão maravilhosa quanto o seu nome. Se os homens não veem a sua beleza, o problema está neles e não em você.
Era uma lábia bem fraquinha, mas, com a Bartira funcionava. Ela parava de chorar e eu mandava brasa. Fazer o quê? Era o que tinha pro rango. Melhor do que ficar no cinco contra um... Come-se por amor à pátria. Taca-se uma bandeira do Brasil na cara e… ueba!Clicando aqui, você ouve a crônica





