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Biscoito da Sorte
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O desprezo pelo humilde cliente era escancarado. O operador de máquinas, seu Ayrton, havia-se sentido ofendido pelo patrão, que estabelecera a rotina de revista dos empregados, todos os dias, ao fim do expediente.

Fatigado por falar de trabalho durante o desjejum, o causídico mais velho, que, ao contrário do estreante colega, já estava farto de aplausos de leigos, cortou o assunto, alegando que existiam prosas mais notórias a serem desfrutadas por dois intelectuais, sugerindo que o assunto em voga passasse a ser a repercussão da estatização de duas refinarias da Petrobrás por Evo Morales, tão explorado à exaustão naquele finado ano de 2007.

O macróbio senhor dos códigos jurídicos introduziu o novo discurso com o prólogo no qual ressaltava a superioridade de importância dos debates relevantes pra conjuntura política nacional em relação ao indigno seu Ayrton, seu cliente operário. Bom, talvez, aos doutos olhos, o seu Ayrton seja mesmo apenas um ínfimo décimo da escória dos esgotos do mais decadente bairro do subúrbio do Congo, porém, em sua carteira de clientes, havia algumas dúzias de “seus ayrtons”, que estavam pagando o cafezinho. Isto, por si só, pode parecer clichê. Pois, então, meu caro Leitor exigente, vamos alavancar o nível do nosso bate-papo (muito confortável pra mim, afinal somente eu falo).Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Não havia vento nem mar
Pra ela mergulhar
Menina olhava ao redor
Estava pior.

O cheiro era forte, de mangue
Sem coisas mais belas
Renata olhava o sangue
Em suas canelas.

Por que você foi se cortar?
Santa inquisição
As esferas do seu colar
Rolando no chão.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Comecei a pensar que havia escolhido o dia errado para caminhar pelo Ibirapuera, famoso parque de São Paulo. De uma manhã fria de junho o que mais poderia eu esperar?

Acordei naquele fim de madrugada para terminar de redigir um texto para uma revista. Como de costume, assei cinco pães de queijo e misturei algumas gotas de café ao leite quente. Levei a cadeira ao jardim e, enquanto o tomava, olhei para o céu e procurei a lua. Não a encontrei...

Em meio ao silêncio, pude ouvir, na sala, a impressora trabalhando. Estava imprimindo a obra que me fora enviada por e-mail.

Ao perceber que o ruído cessou, interrompi o desjejum e a inútil busca pela musa dos poetas no espaço para pegar a resma. Retornei ao relento munido de cerca de seis dezenas de sulfite. Bebi o último gole de leite quente sem tirar os olhos do título do primeiro poema: "Poesía de noche sin luna".

Deixei para pensar na suposta coincidência quando cheguei ao parque. Sou um homem que gosta de encantar-se com os mistérios da vida e, naquela ocasião, o que mais me agradou foi a sintonia. Gosto de sinais e o universo costuma ser meu "amigo invisível".Clicando aqui, você lê o texto completo
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Mais um cigarro
Eu me amarro nesses rolinhos
Tire um sarro
Não sigo os mesmos pergaminhos.

Os tragos vão e vem
Fumaça sobe
Brinquedo de neném
Maldito hobby.
(Trecho da letra de música "Cigarro de Pergaminho")
Clicando aqui, você lê a letra completa
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Segundo a física quântica, ao elegermos uma antelação, criamos um universo, pois essa escolha afeta a vida de todos os seres, sem excetuar nenhum, e, concomitantemente, mata um número infinito de outros universos, que são as opções subtraídas da concepção. É a chamada “teoria do caos”, a qual explica que “o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez, provocar um tufão do outro lado do mundo”.

Tantas possibilidades acarretam em um tempo que se arrasta com um maior fardo: “e se eu tivesse feito diferente? Quem seriam os meus filhos que não nasceram? Quem seria eu? Como seria o mundo se eu houvesse me entregado a inclinações distintas?”. E a aflição é imensurável porque pesa a responsabilidade da escolha. Nesse ponto, a liberdade não é tão maravilhosa assim. Sente-se falta de que alguém nos mande executar algo. E para aliviar, papagaiamos frases prontas do tipo: “não foi porque não era para ser”, “Deus quis assim”, “o destino já está escrito”, “é melhor arrependermo-nos do que fizemos do que daquilo que não fizemos”, etc.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Dia já raiou
Olhos abrem
Levanto ou...
Nunca se sabe.

Estico as pernas, então
Cavernas no meu coração
(Trecho de uma das letras de música de Marcelo Garbine gravada pela Banda Lyra Azul)
Clicando aqui, você ouve as três músicas na sequência