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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Presumi que ela entendeu o que eu disse como um elogio, pois estampou um sorriso animado e agradeceu. Calculei que, despretensiosamente, havia-me dado bem e dei sequência:

– Você é uma mulher exuberante.

Ela mostrou seu rosto enfurecido:

– Se eu sou exuberante o problema é meu! A exuberância é minha!

– Calma, moça! Não confunda exuberante com ignorante. Eu quis dizer que você é charmosa.

Ela sorriu novamente:

– Ah, sim! Obrigada!

Percebi que estava perdendo o meu tempo. A Carla Perez pobre não fazia o meu tipo. Sua inteligência quase ausente era irritante demais. Não que eu fosse levar a G. B. R. (gata de baixa renda) ao motel pra inquiri-la acerca do Teorema de Pitágoras, mas me interessa o “antes” e o “depois”.Clicando aqui, você lê o texto completo
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E não era por isso que eu o odiava. Não fora ele quem escolhera qual curso superior eu faria. O Problema do mestre – mestre não, graduado, porque ele era da época em que não se exigia mestrado para os professores universitários e, quando começaram a exigir, faltavam poucos anos para ele se aposentar e resolveram deixá-lo por lá mesmo – era que ele passou a maior parte de sua vida num mundo ainda bipolarizado por Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Ele não sabia pensar de outra forma e, mesmo faltando menos de um ano para o século XXI, seu hobby preferido era cutucar as viúvas de Karl Marx (e eu era uma delas). Entrava eu no jogo do velhinho e dava os meus chiliques em sala de aula. E achava lindo.

Contava o catedrático da velha guarda que, na época do regime militar, um aluno, descontente com sua nota na prova bimestral, se vingou dele o denunciando como comunista para o DOI-CODI (aliás, esse nome DOI-CODI soa como algo tão intelectual, mas se é coisa de polícia, não pode ser intelectual).Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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O trânsito de São Paulo estava aquela maravilha de sempre. E eu, morrendo de vontade de fazer o que mais ninguém pode fazer por mim…

– Senhor, eu preciso tirar água do meu joelho, vou aproveitar que está tudo parado e ir naquele jardinzinho ali.

– Vai lá, meu caro, porque por mais que seja grande a sua força de vontade, o universo não trará um banheiro até você.

Comecei a forçar o trinco da porta do Fusca, que parecia emperrada.

– Vai! Com força e pra cima!

– É isso aí, senhor Bom Sucesso!

– Ahahahaha… não se empolgue, moço. Estou referindo-me ao trinco. Você está mesmo fissurado nesse livro. Que dó de você…Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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As semanas que se sucederam escorreram como areia entre os dedos. Recobrada sua conduta socialmente aceitável, rapidamente, o dia da bizarrice foi completamente esquecido pelos executivos. A repetição de suas maneiras normais, salvaguardou o apreço que mantinham por ele.

Novos projetos de trabalho vieram ao escritório. Conhecedor que agora era de seu íntimo, quis ir além de seus atributos como líder do departamento de propaganda. Empolgado, recebeu autorização para realizar tarefas de campo, desviando-se de sua função.

Chamou a atenção da revista Piacgazdaság o crescente turismo de Budapeste. Uma onda excursionista, principalmente oriunda da Sérvia, da Romênia e de outros países convizinhos do leste europeu, tomou conta da Hungria. Uma reportagem acerca deste fenômeno mercadológico seria publicada e ele, investido na fase atual de sua carreira, assumiu a dianteira, e foi entrevistar o presidente da empresa promotora de eventos responsável pela ascensão deste nicho.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Já são altas horas da madrugada
E eu saio da cama e venho até a cozinha
Minha mente está cansada
E minha alma está sozinha.

Tenho vontade de chorar
Mas acho que não mereço
De que adianta lágrimas formarem mar
Se os anjos não conhecem o meu endereço?
(Trecho da transcrição da fala do filme "Onde estão os anjos?")
Clicando aqui, você assiste ao filme
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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.

Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.

Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.

Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.

Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.

Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital