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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Era dois mil e três

Um ano em que as leis

De uma vez mudou.



Era um dia cinzento

Que eu gritava: "eu não aguento

Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa
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Quem, na infância, nunca teve aquele lugar secreto, próprio para fazer aventuras, que somente se torna mágico aos olhos de uma criança? No "Bobs Weigh Cafe", que, para David era a melhor cafeteria da Nova Zelândia, ele pensava nisto...

Há um biênio afastado do Brasil, o gerente de desenvolvimento de produtos nunca se desligou das experiências remotas da ultrajuventude. Os lazeres da fase de inocência que escoavam as horas infantis despreocupadas já transpareciam que o menino, ao adentrar o ciclo da maturidade, enveredaria por algum ofício de um ramo imaginativo.

Aos singelos olhos acriançados, facilmente, um casaco vestido no encosto de uma cadeira disposta num canto escuro do dormitório virava um malvado vilão das galáxias, os perfumes da penteadeira de sua mãe movimentavam-se no ritmo frenético do enredo produzido nos estúdios da sua pequerrucha cacholinha e as ondulações porosas de um campo eram por ele enxergadas como desertas crateras lunares.
Trecho do conto "David vai à Lua"
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Saí, enfim, daquela sala desgraçada e fui logo para o que interessava: a doação. Pensei que a minha expiação de pecados havia findado, mas logo que deitei na poltrona, senti aquela picada maldita na veia. Quase xinguei quem não tinha nada a ver com isso: a mãe da enfermeira. Soltei um “filha da…”, mas fiz uso das reticências e mantive o nível. Olhei para o crachá da vampiresca mulher e pude ler o seu nome: Geni. Quem vê o nome Geni e não lembra do Chico Buarque que atire a primeira pedra. Ou melhor, que atire a primeira bosta. Pois foi isso que aconteceu. Eu fiquei com vontade de jogar bosta na enfermeira que enfiou aquela merda de agulha no meu braço.

Fui embora daquele banco de sangue correndo mais do que barata de chinelo. Mas voltarei daqui três meses. Apesar de tudo, sei que a única forma de sentir uma satisfação plena é fazendo o bem. Só que não saía da minha cabeça a seguinte situação hipotética: imagina só, uma mulher que nasceu lá pelos anos de 1950, 1955, que foi agraciada com o nome de Geni e teve uma filha chamada Silvia. Nossa, meus queridos! Que família duplamente agraciada! A mãe teve a chance de ser bastante achincalhada em 1978. Aí veio os anos oitenta e foi a vez da filha. Que legal!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Mandou a formiga pro caralho
Fez amizade com a cigarra
Largou o seu trabalho
E comprou uma guitarra.

Era ele e três mendigos
Que ficaram seus amigos
Foi assim que aconteceu
Três mendigos e um plebeu.
(Trecho do filme "Três mendigos e um plebeu")
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Ao longo do desenvolvimento da minha compleição física, eu não tive nenhum motivo para supor que as mazelas constituíssem tão somente um lugar alheio.

Muito pelo contrário, pois os desapontamentos estiveram presentes no interior do meu próprio lar e advindos dos meus progenitores, inclusive.

Entretanto, o debruçamento sobre a arte de traçar versos foi uma ferramenta útil para aliviar as lágrimas. E quiçá tenha reforçado a minha boa vontade em relação aos mais antigos.

Um sujeito de cabelos brancos e dobras na face que indicavam o prazo fluído de estada em seu tronco carnal, a meu ver, era uma versão corpórea do museu do Ipiranga que eu fiquei encantado em percorrer aos sete anos de vida.

Apesar das maneiras eticamente relapsas mostradas pelas pessoas maduras das quais eu tentei absorver elementos edificadores, o fato significativo era que o maior dos cofres de luz instrutiva estava na iminência de ser aberto.Clicando aqui, você lê a crônica completa
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Mais um cigarro
Eu me amarro nesses rolinhos
Tire um sarro
Não sigo os mesmos pergaminhos.

Os tragos vão e vem
Fumaça sobe
Brinquedo de neném
Maldito hobby.
(Trecho da letra de música "Cigarro de Pergaminho")
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