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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.

Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.

Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.

Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.

Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.

Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
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De vez em quando, eu brinco

Era sete do cinco

Quando você chegou.



Era nove e quarenta

Por favor, vê se senta

E assiste o meu show.
(Trecho da letra de música "Quando eu nasci de novo")
Clicando aqui, você lê a letra completa
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Como vejo tudo pelo lado positivo, quando pago ao meu barbeiro, não me sinto gastando trinta e cinco reais. Lembro-me do excedente do consumidor e, com isso, sinto-me ganhando sessenta e cinco (espero que o meu barbeiro não leia essa crônica). Então “mato dois politicamente corretos com um único sarcasmo”: evito que o meu rostinho de bebê seja corrompido por uma gama de vulvas criadas por minhas mãos inábeis e, de modo concomitante, ganho sessenta e cinco reais! Urrú! É a típica alegria de bobo, mas… pelo menos, eu assumo.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Uma fêmea com uma constituição carnal luxuriosa estacionou o seu Citroën C3 vermelho e adentrou o banco. Passei ao lado do automóvel e avistei a obra "Capitalismo, Socialismo e Democracia" do economista austríaco Joseph Schumpeter no assento traseiro. Cri que já tinha com quem conversar na fila. Ingressei no ambiente devagar e posicionei-me bem atrás dela.

Engraçado... aquela roupa espalhafatosa não combina muito com uma mulher que lê Schumpeter.

– Moça, o livro que vi no seu carro despertou a minha atenção.

– O livro não é meu, é da minha irmã.

– Ah, é? E a sua irmã é assim tão linda como você?

Ela fixou a retina em mim com um semblante mais ou menos triste:

– Minha irmã morreu.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Apêndice, palavra errata
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.

E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.

Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Até a próxima, Renata...")
Clicando aqui, você assiste ao filme
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Segundo a física quântica, ao elegermos uma antelação, criamos um universo, pois essa escolha afeta a vida de todos os seres, sem excetuar nenhum, e, concomitantemente, mata um número infinito de outros universos, que são as opções subtraídas da concepção. É a chamada “teoria do caos”, a qual explica que “o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez, provocar um tufão do outro lado do mundo”.

Tantas possibilidades acarretam em um tempo que se arrasta com um maior fardo: “e se eu tivesse feito diferente? Quem seriam os meus filhos que não nasceram? Quem seria eu? Como seria o mundo se eu houvesse me entregado a inclinações distintas?”. E a aflição é imensurável porque pesa a responsabilidade da escolha. Nesse ponto, a liberdade não é tão maravilhosa assim. Sente-se falta de que alguém nos mande executar algo. E para aliviar, papagaiamos frases prontas do tipo: “não foi porque não era para ser”, “Deus quis assim”, “o destino já está escrito”, “é melhor arrependermo-nos do que fizemos do que daquilo que não fizemos”, etc.Clicando aqui, você lê o texto completo