Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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E, se você ousar discordar de mim, eu sinto vontade de meter uma bala no meio dessa sua testa. E só não o faço porque – mesmo que as leis dos mortais não me peguem – a minha maldita mente foi desafeiçoada com os inconvenientes genes do sofrimento pela dor alheia. Estes detestáveis dispositivos, que foram essenciais pra continuidade da presença humana no globo terrestre até o instante atual, responsáveis pela vulga "lei da boa vizinhança", não me deixarão ressonar os meus "decibélicos" roncos noctâmbulos em paz. Só por isto. Ah, e também porque eu não sou cem por cento ateu. Mesmo que seja ínfima a possibilidade de haver um Deus, vai que o calhamaço milenar seja fidedigno... Deus me livre!Clicando aqui, você lê a crônica completa


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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.
Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.
Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.
Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.
Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.
Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.
Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.
Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.
Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.
Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital


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E, como se não bastasse, o pilantra ainda começou a pescoçar a rua e dizer:
– Aquela, ali, de óculos escuro, eu já peguei. Aquela que sorriu pra mim também. A de verde, eu peguei, também, mas, faz tempo, umas três semanas…
– Para! Para! Para! Para! – disse eu, incorporando o João Kleber – Para o baile, meu amigo! Diz aí, rejeitador de carne de vaca e apreciador de carne humana do sexo feminino, como você faz pra conquistar tantas vulvas? Seja solidário e conta pra mim.
– Mas você é mais velho que eu – esnobou o Hare Hare, com fisionomia ironicamente ingênua – tem mais experiência.
Deixa pra lá, amanhã, eu tiro essa porcaria de xerox. É degradante demais pra quem ainda insiste em ser levado a sério, pelo menos, um pouquinho...
– Quer saber de uma coisa, seu indiano maldito? A Caxemira deve ser dominada pelo Paquistão, seu trouxa!Clicando aqui, você lê o texto completo
– Aquela, ali, de óculos escuro, eu já peguei. Aquela que sorriu pra mim também. A de verde, eu peguei, também, mas, faz tempo, umas três semanas…
– Para! Para! Para! Para! – disse eu, incorporando o João Kleber – Para o baile, meu amigo! Diz aí, rejeitador de carne de vaca e apreciador de carne humana do sexo feminino, como você faz pra conquistar tantas vulvas? Seja solidário e conta pra mim.
– Mas você é mais velho que eu – esnobou o Hare Hare, com fisionomia ironicamente ingênua – tem mais experiência.
Deixa pra lá, amanhã, eu tiro essa porcaria de xerox. É degradante demais pra quem ainda insiste em ser levado a sério, pelo menos, um pouquinho...
– Quer saber de uma coisa, seu indiano maldito? A Caxemira deve ser dominada pelo Paquistão, seu trouxa!Clicando aqui, você lê o texto completo


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Somente a última gaveta da dispensa ainda não fora averiguada. Nela, nada mais havia do que um saco de papéis. Padre Artelírio, então, iniciou a sua derradeira empreitada da exploração. Qual não foi a sua surpresa com o achado... Sui generis dobrado entre várias folhas sulfite, ímpar manuscrito no meio de numerosos datilografados, lá estava o bilhete que dera origem ao desfecho de sua vida!
A dona daquela caligrafia era uma moça que o padre nunca vira. Há exatos cinquenta e oito anos, recebera a folha de caderno. Tão precisas eram as palavras que a ele dúvidas não restaram. Óbvio era-lhe tratar-se de uma ordem divina que o direcionava ao caminho do seminário. "Coincidências não existem" - pensava ele - "muito menos quando a precisão milimétrica é característica em cada fragmento".
Entretanto os seus dias celibatários findavam e o homem santo necessitava lançar mão de uma retrospectiva, escrever a sua biografia, para que tudo fizesse sentido, como desejam todos os mortais dotados de consciência. E a pesquisa sempre é pré-requisito de quaisquer romances, muito mais quando o objeto relatado é uma vivência com tamanha devoção, fruto de conclusões espiritualistas cabais que culminaram na mais cristalina certeza da existência de Deus e de que a razão da sua estadia neste mundo era fazer a vontade deste Criador.Clicando aqui, você lê o conto completo
A dona daquela caligrafia era uma moça que o padre nunca vira. Há exatos cinquenta e oito anos, recebera a folha de caderno. Tão precisas eram as palavras que a ele dúvidas não restaram. Óbvio era-lhe tratar-se de uma ordem divina que o direcionava ao caminho do seminário. "Coincidências não existem" - pensava ele - "muito menos quando a precisão milimétrica é característica em cada fragmento".
Entretanto os seus dias celibatários findavam e o homem santo necessitava lançar mão de uma retrospectiva, escrever a sua biografia, para que tudo fizesse sentido, como desejam todos os mortais dotados de consciência. E a pesquisa sempre é pré-requisito de quaisquer romances, muito mais quando o objeto relatado é uma vivência com tamanha devoção, fruto de conclusões espiritualistas cabais que culminaram na mais cristalina certeza da existência de Deus e de que a razão da sua estadia neste mundo era fazer a vontade deste Criador.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Eu sonhava tanto
Em dividir meu canto
Mas o canto que eu quis morar
Você não quis cantar
Por isso eu resolvi
Ficar mesmo por aqui
Até edifiquei meu teto
E recebo dele afeto.
Em dividir meu canto
Mas o canto que eu quis morar
Você não quis cantar
Por isso eu resolvi
Ficar mesmo por aqui
Até edifiquei meu teto
E recebo dele afeto.
(Trecho da poesia "Longínquo Horizonte")
Clicando aqui, você ouve a poesia

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Ao coletar os dados iniciais e examinar as informações, detectou que estava pisando em terreno movediço. A companhia turística era gerenciada pela máfia, que perpetrava o seu péssimo procedimento de assassinar os seus concorrentes. Como os seus traços de personalidade eram avessos a pressuposições, não computou nenhum cálculo antes de mergulhar de cabeça no reverso e defrontar-se com as circunstâncias concretas da trama. Sua assistente agendou seu encontro com o senhor Balázs. Quando estacionou o seu automóvel no pátio da empresa Utazás, ficou deslumbrado com tamanha ostentação. O acesso aos corredores que levavam à sala de imprensa era forrado com um tapete persa e totalmente revestido com pastilhas de mármore confeccionadas artesanalmente sob medida.
Ao contrário do que idealizara, o senhor Balázs não o aguardava num espaço propício para conferências. O diálogo ocorreu no camarote supradisposto de um auditório de teatro. Balázs gostava mesmo de exibir seu luxo. No palco, uma encenação de dança erudita era representada. A música, de tão agradável, não era empecilho para a conversa. E os gestos leves dos dançarinos davam o tom pacato para que as interlocuções acontecessem com amenidade. A lonjura considerável daquela instalação da plateia para o cenário também cooperava com a privacidade dos dois.Clicando aqui, você lê o conto completo
Ao contrário do que idealizara, o senhor Balázs não o aguardava num espaço propício para conferências. O diálogo ocorreu no camarote supradisposto de um auditório de teatro. Balázs gostava mesmo de exibir seu luxo. No palco, uma encenação de dança erudita era representada. A música, de tão agradável, não era empecilho para a conversa. E os gestos leves dos dançarinos davam o tom pacato para que as interlocuções acontecessem com amenidade. A lonjura considerável daquela instalação da plateia para o cenário também cooperava com a privacidade dos dois.Clicando aqui, você lê o conto completo





