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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Os aplausos reverenciados ao expert das campanhas comerciais causaram um desplugamento dele das maquinações preliminares de sua obra prima. Desfrutando o sabor da glória, interinamente, relaxou suas características cognitivas de associações dos elementos. Nada obstante, a centelha de luz nele provocada pelo usuário juvenil de sua criação trouxe à tona a gênese estrutural do engenho.

E, então, rememorou que, num encontro de ex-alunos do tradicional instituto de educação, soube que Pablo partiu para a terra de seus ancestrais a fim de cursar zootecnia. Nesta circunstância, aliás, aproveitou para tirar mais uma onda e disse que "o animalzinho dos Andes" – como o batizou carinhosamente – "aprenderia a cuidar de seus parentes".Clicando aqui, você lê o conto completo
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Plantei, na terra, mágica semente
Notei que berra, tragicamente
A serena Flor que vejo que brota
E que pena a dor, beijo idiota.

Néscio é o beijo desse jardineiro
Cresce o desejo, vê-se o corpo inteiro
Regozijar prazer do nascimento
Peculiar é o ser, novo rebento.

Tento explicar tamanha euforia
Vento do mar com sanha viria
Soprar a folha da ímpar Florzinha
Pra lá se recolha. Ela é só minha.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Oito Cantos Sagrados")
Clicando aqui, você assiste ao filme
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Advém de terra longínqua
Meu amor, que um dia se foi
Meu bem, é claro que é, sim, sua
A dor de um “bom dia” e de um “oi”.

Um “bom dia” dado aos bons ventos
“Oi” ecoando aos quatro cantos
Contei, foram mais de seiscentos
Ecos. Lágrimas, outros tantos.

E janeiro e fevereiro
Irão passar rapidamente
Mais um despacho no terreiro
Vêm março e abril e nem se sente.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Ele foi capturado na saída da faculdade, encapuzado e levado para os porões do DOPS.
Interrogado por dois milicos, o professor começou a ficar nervosinho.

Percebendo que haviam cometido um engano, propuseram soltar o docente e lhe dar o dinheiro para o táxi, mas Ruy K. não aceitou a oferta e, batendo perninha, fez os dois homens levá-lo até a casa dele. Após os pedidos de desculpas, despediram-se dele.

Mas K. objetou e obrigou os valentes belicosos a adentrarem sua residência e explicarem tudo à sua esposa, que jamais acreditaria se a história fosse por ele contada.

É… é uma historinha interessante e seria mais interessante ainda se Ruy a tivesse contado apenas uma vez, mas aquele velho gagá contava as mesmas histórias todas as aulas.
O conteúdo programático que se danasse.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Numa bela tarde, Bartira mostrou-se mais difícil que habitualmente. Disse que não poderia ceder porque estava menstruada.

Um calafrio tomou conta de toda a minha coluna vertebral. Já fazia três dias que eu não pulava aquele muro desgranhento e não podia ir embora daquele casebre sem largar alguns milhões de espermatozoides por lá.

– Bartira, Bartirinha, existe alguma coisa mais bonita no mundo do que uma mulher menstruada, Bartira? A menstruação é a essência feminina. É a exteriorização do que há de mais expressivo no âmago de uma mulher.

Os olhos de Bartira brilharam e houve, então, os primeiros movimentos de quem acedia. Só que a Bartira titubeou mais um pouquinho.

– Mingau, você gosta mesmo de mim?

Vixi… eu não sou um cafajeste, detesto mentira. Mas precisava, necessitava muito, consumir a decadente Bartira, pelo menos, mais uma vez.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Um professor picareta que enrolou uma classe o ano letivo inteiro... entretanto, tio Ruy não era tão mal assim. Escolhia uma aula do bimestre para expor vinte e cinco minutos da disciplina curricular, assim, havia o que perguntar na prova.

E se um aluno fizesse uma pergunta? O espertalhão preceptor ficava elogiando a sábia pergunta do instruído universitário durante dez minutos e dizia que seria mais produtivo se a dúvida fosse sanada na biblioteca da faculdade, pois se ele desse a resposta de mão beijada, o aluno não cultivaria o hábito de pesquisar e não assimilaria o conhecimento de um modo muito produtivo. Era um perobento fora de série.

Idolatrar o livre comércio e vomitar em cima dos filhos de Trotsky não eram os únicos passatempos daquele tagarela dos púlpitos, ele também gostava de deixar claro que a imunidade dos endinheirados era uma característica normalíssima do sistema no qual quem pode mais chora menos.
(Trecho do texto "Professor Ruy desce para o inferno")
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