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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Sofrimento foi extirpado
Sem vinte nem trinta
Ela cortou com machado
Pra que não se sinta.

Dores que não latejaram
Anos não foram vividos
Namorados não a abandonaram
Não houve gemidos.

Hipócritas em salas com cofres:
“Ela era tão jovem”
O que está morto não sofre
Simples assim: dissolvem.
(Trecho da transcrição da fala de um dos filmes de Marcelo Garbine exibido na Décima Primeira Virada Cultural de São Paulo – Edição 2015)
Clicando aqui, você assiste ao vídeo da sessão de filmes de Marcelo Garbine na Virada Cultural
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Os aplausos reverenciados ao expert das campanhas comerciais causaram um desplugamento dele das maquinações preliminares de sua obra prima. Desfrutando o sabor da glória, interinamente, relaxou suas características cognitivas de associações dos elementos. Nada obstante, a centelha de luz nele provocada pelo usuário juvenil de sua criação trouxe à tona a gênese estrutural do engenho.

E, então, rememorou que, num encontro de ex-alunos do tradicional instituto de educação, soube que Pablo partiu para a terra de seus ancestrais a fim de cursar zootecnia. Nesta circunstância, aliás, aproveitou para tirar mais uma onda e disse que "o animalzinho dos Andes" – como o batizou carinhosamente – "aprenderia a cuidar de seus parentes".Clicando aqui, você lê o conto completo
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O ambiente não era dos mais felizes. Meu amigo sacou a câmera fotográfica – daquelas cujo filme precisava ser levado a uma ótica para ser revelado – e desejou retratar os velhinhos.

Uma senhora foi logo dizendo que não queria aparecer na foto porque não prestava mais para nada.

A ressalva ficou por conta de outra velhinha que não parava de rir. Ela achou um barato o brinco na orelha do meu amigo.

E todos nós rachamos o bico quando ela o questionou sobre suas preferências íntimas:

– Você é bicha, garoto?Clicando aqui, você lê o texto completo
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Atendendo ao clamor do populacho, um repórter global foi perguntar a Viscome o que havia ocorrido. Viscome respondeu: “A corrupção existe mesmo. Desde quando eu era criança, eu já ouvia falar em corrupção.”

Viscome, Viscome… um malandro deve ser inteligente, Viscome… malandro burro é a coisa mais feia que há. É desnecessário lembrar que, de uma violenta porcentagem dos 55 vereadores que estavam envolvidos, Vicente Viscome foi o único a vestir o macacão e a boina com faixas horizontais pretas e brancas, com um número de três dígitos estampado no peitoral da pomposa vestimenta.

Quase que eu fiquei com dó do Viscome. Com aqueles olhinhos baixos, frágeis como os de um cervo diante da mira da espingarda de um caçador, ele se perguntava por que só ele havia tomado na tarraqueta.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Naquela noite de sábado, no sarau, fui convidado a declamar a minha poesia. Foi muito bom. Tudo o que saiu de dentro de mim, enquanto estava lançado no canto poeirento do quarto, pensando estar sozinho no mundo, ia ao encontro do sentimento de tanta gente. Pensamos que somos únicos e, de certo modo, somos mesmo, até certo ponto, mas é assustador quando descobrimos que sentimentos tão íntimos são comuns ao animal humano.

Por um lado, é agradável porque nos sentimos mais compreendidos e menos sozinho, entretanto, por outro, é péssimo porque perdemos aquela sensação de individualidade, da qual sentimos um orgulho besta que achamos ser o elemento diferenciador dos demais pares.

Não é o ser humano que não sabe o que quer, são os sentimentos que são ambíguos demais. Ao mesmo tempo que é tolice querer que o Universo funcione conforme as nossas próprias regras, as adversidades também não precisavam pegar tão pesado, não é Senhor Criador?

Este é o preço caro que se paga por ter um cérebro pensante e a dificuldade que se tem de encontrar pessoas inteligentes para compartilhá-lo.
(Trecho da crônica para rádio "Filosofias afrodisíacas para convencer mulheres")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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– Vitório Bom Sucesso?

– É o meu nome.

– É por isso que o senhor despreza tanto esse livro… com um nome desse, quem precisa?

– Esse seu livro é excelente para ficar rico. Os autores ganharam bastante dinheiro com ele.

– Algumas pessoas da minha família também.

– Você tem família?

– Ué! Por que a surpresa?

– Pela sua cara de infeliz, achei que não tivesse.
(Trecho do texto "O taxista que era filho de uma quenga")
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