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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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O fluxo rítmico da moça sacudia diretamente dentro da cacholinha de sua cacholinha confusa. Se para ele já era um incômodo a arte e a desenvoltura talentosa de sua amada, muito mais se acentuava o desalento quando executadas naquele covil gângster.

O chefão indecoroso mencionou um encontro que tivera com o rapaz, naquele mesmo lugar, há aproximadamente dois meses, que, por suas contas, calhou na véspera do desvendamento de seus rastros. O moço não tinha lembrança do evento e muito menos de ter demonstrado contentamento pela mesma atração, conforme rememorou o contraventor, ao interpretar erroneamente o assombro dele. A alusão fez o rapaz conceber a justificativa de sua tormenta que culminou no acidente. Atordoado, lançou mão de todas as concordâncias pertinentes para que o ancião deixasse-o partir em paz.

Ao engatar a marcha ré e acelerar por alguns metros, viu a suntuosa edificação diminuir de tamanho em relação à distância que tomava. Era uma espécie de despedida proporcionada pelo vislumbre da última imagem necessária para assentar a certeza de que era a ocasião cabida do ponto derradeiro. Os acontecimentos haviam enveredado por meandros que garantiam não restarem dúvidas de que os eixos dos valores mais essenciais foram abalados.Clicando aqui, você lê o conto completo
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O fim de semana seguinte veio e o cérebro dele estava prestes a explodir. Foi esfriar os ânimos dando uma volta pelas ruas convizinhas. Chegou ao Parque Nacional de Fiordland com o propósito de percorrer uma trilha. Cruzando um atalho que dava ingresso à rota Kepler Track, vislumbrou, à sombra de uma árvore Kauri Tree, quatro adolescentes que se entretinham com o que aparentava ser um baralho.

"Como será que se grita 'seis, ladrão!' neste país?" – borboleteou com os lábios repuxados de forma zombeteira, enquanto se aproximava da turma de rapazes. Alcançando a agremiação de moleques espinhudos, ouviu o mais moço e desengonçado dentre os mancebos vangloriar-se de que formara uma sequência que lhe conferia a vitória na disputa.

– Eu tenho uma pistola de enxofre defumadora de selenitas mauricinhos – carta onze! – uma cratera de impacto para emergências escatológicas – carta trinta e nove! – e um soldado bravo índio cacique Ave-kiwi-que-choca-ovo-de-pintassilgo! – carta número cinco, seu marreco! Ganhei!

Ficou paralisado. Era comum para ele ver pessoas festejando com o seu trabalho erudito, mas, desta feita, tratava-se do escárnio mais sério que ele presenciara em sua vida. O autor do brinquedo teve um insight!Clicando aqui, você lê o conto completo
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De modo ocasional, quiçá, as palavras articuladas pelos educadores domésticos não evidenciem uma congruência geometricamente exata com os procedimentos práticos reproduzidos, entretanto, o recém-concebido elemento material desta presente existência é deveras viçoso para deixar de vislumbrar doçura no que ocorre em seu entorno.

E como o caráter teatral semiafetivo desempenhado pelos parentes de grau fraterno de quem nos gerou ainda não fora plenamente esclarecido, é possível desfrutar por alguns anos da extensão de um sentimento de aconchego amoroso.

Somente ao raiar da puberdade é que algumas presumíveis queimaduras de sol não lograrão um êxito tão relevante assim em serem evitadas com o uso da peneirinha do delírio. Ao cabo da década incipiente da vida, talvez, a colheita da horta cujas sementes exclusive poderiam ser lavradas com o auxílio dos pedagogos íntimos revele um fruto de degustação insípida, ao menos se analisado sob uma conjectura otimista.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Como é meu hábito, não dei soco na parede, não amaldiçoei o universo e nem chorei de raiva. Apenas ri! Gargalhei demais! Desfrutei o paladar da euforia saborosamente como um idiota!

Não existe jeito mais delicioso de rir do que se esgoelando como um retardado! É muito bom ser ridículo! É bastante prazeroso ser capaz tirar um sarro de si próprio! Isto é virtuoso!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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E, na circunstância de cansarmo-nos de tamanho narcisismo, expelimos nossos DNAs pra que possamos estimar outrem. O que não nos redime de nada porque este apego acaba sendo por um "segundo eu". Assim fica fácil amar o próximo. E, quando queremos criar afeição por qualquer porção de átomos vivos que não seja os nossos próprios DNAs, compramos um cachorro, uma criatura que corresponde com maior facilidade, quase não nos contraria e não quer ser mais do que nós. E, caso a natureza nos aborreça com o famigerado peso de consciência que faz sentirmo-nos "Richthofens", ainda temos o subterfúgio do plágio: imitamos o comportamento da afabilidade e levamos um órfão pra ingerir carboidratos num fast-food que reproduz a alegoria circense em quaisquer dos dias que antecedem a véspera de natal, já que na véspera em si, compartilharemos o sentimento original da benquerença com os nossos próprios ácidos desoxirribonucleicos.Clicando aqui, você lê a crônica completa
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– Eu posso examinar você?

– Pode, né…

Deitei de bruços, na maca, conformado, achando que esse era o auge da humilhação que eu teria de passar naquele dia. Doce ilusão…

– Você se incomoda se eu chamar a minha colega para que ela me ajude a examinar você?

Ela tomou o meu silêncio como um sim…

A sensação de ser o protagonista de um circo de aberrações não acabou por aí. Ainda havia o encaminhamento para o proctologista… De novo, de bruços, na maca… que merda…
(Trecho da crônica para rádio "Cheguei ao cume do sucesso!")
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