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Biscoito da Sorte
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Quando se é criança numa suposta casa normal, as coisas são apresentadas para nós de uma forma, no mínimo, relativamente simpática. Embora a família não seja o supremo modelo a ser seguido em termos de estruturação, tudo parece ser bonito.

Mesmo que o pai, hipoteticamente, não seja muito sóbrio e que os cuidados para que o filho não assista às cenas desarmônicas experimentadas pelos cônjuges não sejam prudentemente resguardados, o brilho dos olhos e a candura do coração de um anjinho conseguem ter mais força do que os deselegantes aviltamentos a que a matriarca aceite submeter-se.

E se, por ventura, as agressões não forem apenas verbais e as paredes do dormitório infantil combinadas com o pressionamento do macaquinho de pelúcia nos ouvidos não proporcionarem as circunstâncias sinergéticas adequadas para poupar os tímpanos do novato deste mundo de receberem informações sonoras indicadoras de que a estória da princesa – que vira no programa vespertino da emissora da rede pública de televisão – não é rigorosamente idêntica aos episódios de investidas físicas insuficientemente afáveis do genitor em relação à genitora, ainda havia o colinho da vovó aos domingos com direito a chá e torradinha.
Trecho do conto "O mundo quase perfeito"
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Os aplausos reverenciados ao expert das campanhas comerciais causaram um desplugamento dele das maquinações preliminares de sua obra prima. Desfrutando o sabor da glória, interinamente, relaxou suas características cognitivas de associações dos elementos. Nada obstante, a centelha de luz nele provocada pelo usuário juvenil de sua criação trouxe à tona a gênese estrutural do engenho.

E, então, rememorou que, num encontro de ex-alunos do tradicional instituto de educação, soube que Pablo partiu para a terra de seus ancestrais a fim de cursar zootecnia. Nesta circunstância, aliás, aproveitou para tirar mais uma onda e disse que "o animalzinho dos Andes" – como o batizou carinhosamente – "aprenderia a cuidar de seus parentes".Clicando aqui, você lê o conto completo
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Fúcsias oleosas fluem como rio no rosto abaixo
Núpcias tão gostosas como não se viu, meu gosto, eu acho
Casamento complacente foi entre Flor e homem
Tormento estridente, no ventre, e dor somem.

O quinto é a Flor banhando-se na chuva
Eu sinto minha dor virando-se na curva
Ternura: água macia que cai do firmamento
Já cura a mágoa e mania de “ai, que sofrimento”.

O sexto é, aqui, o sol que já raia amarelo, carmine
Contexto do si bemol que espraia Marcelo Garbine
Os raios que brilham e secam a ímpar Florzinha
Lacaios se humilham e pecam por coisa tão minha.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Plantei, na terra, mágica semente
Notei que berra, tragicamente
A serena Flor que vejo que brota
E que pena a dor, beijo idiota.

Néscio é o beijo desse jardineiro
Cresce o desejo, vê-se o corpo inteiro
Regozijar prazer do nascimento
Peculiar é o ser, novo rebento.

Tento explicar tamanha euforia
Vento do mar com sanha viria
Soprar a folha da ímpar Florzinha
Pra lá se recolha. Ela é só minha.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Oito Cantos Sagrados")
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Para mim, o costume servia, unicamente, para marcar a cadência que me ajudava a localizar-me na harmonia do mundo, fazendo contrapeso com o meu isolamento quase autista, mas para a minha mãe a data era de suma importância.

Tanto brilhavam os olhos dela que eu não tinha coragem de subtrair, de antemão, o pacote comprido e achatado – que eu sabia ser o meu skate – do saco de presentes. Notava-se aí a inversão de papéis: cabia ao filho fingir para agradar a mãe.

Meu ânimo era bem fraco. Acho que em virtude do que ocorrera um ano antes: os meus primos furaram o meu Pogobol, depois de brincarem com ele no asfalto, mesmo eu dizendo que não podia. O que adiantou tê-lo degustado com os olhos durante os três meses antecessores, nos comercias do Bozo?

Apesar da pouca idade, o saudosismo já tomava conta do meu coração. No ano de 1989, sentia falta do longínquo 1983, quando ganhei um gravador. Aquele, sim, havia sido dado pelo Papai Noel de verdade. E eu passei o dia vinte e cinco inteirinho gravando programas numa fita cassete. Depoimentos e entrevistas nas quais revelei o que eu seria quando crescesse.Clicando aqui, você lê o texto completo
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No meio escolar, os hábitos demonstrados pelos educadores também não foram dos mais bonitos. Foram diversas as manifestações dos lecionadores – ocasionalmente de forma verbal explícita – que alardeavam serem as remunerações pecuniárias pelo serviço prestado a única razão de comparecimento desgostoso àquela jaula.

Exceções sempre há. O professor de matemática era da espécie que carregava uma atmosfera condutora de ares provenientes de umas duas ou três décadas anteriores ao meu nascimento, realce do arquétipo que marcha com uma régua na mão e calça galochas em dias chuvosos. E, por mais que nos empenhemos, não conseguimos imaginá-lo frequentando um toalete.

Todavia, um adolescente contestador não encontra dificuldade em forjar situações provocativas com o fim de descobrir a "verdadeira verdade". Bastam poucos desafios pirracentos para que a máscara do protótipo de tradicionalista resvale e desça ao solo.

Um par de réplicas antagônicas às explanações didáticas foi suficiente para assistir a um espetáculo elegante do nobre pedagogo com direito a apagador de lousa estourando vidraça e gritos afeminados histéricos.Clicando aqui, você lê a crônica completa