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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Gotas de suor de sua testa caíam no asfalto, enquanto ele girava a porca com a chave cruz e, compenetrado no serviço mecânico, nem se deu conta de que, do Lada Niva emparelhado com o seu automóvel, saiu a pessoa que, supostamente, oferecer-lhe-ia socorro. E o auxílio vinha em instante exato, pois o estepe que, com tanto esforço, colocou estava danificado. O gentil cidadão doou o seu e, então, seguir viagem.

Ao dar a partida, enxergou, pelo retrovisor, o idoso tranquilo. Percebeu uma roda a menos em seu Niva. Engatando a ré, voltou pra averiguar.

– Você me cedeu um dos pneus do seu carro, senhor? Presumi que fosse o seu estepe.

– Dei o meu estepe pra outro motorista que precisou de um, há cinco léguas daqui. Posso aguardar o guincho. Você necessita dele mais que eu.

O indivíduo solitário proferiu mais algumas dezenas de palavras que ele não escutou. Quando o misterioso ancião mencionou que captara a conquista do querer em seu semblante, o encanto foi tamanho que ele só conseguiu ouvir, novamente, a música tocando em sua cabeça. Apenas certificou-se de que o sujeito possuía um aparelho celular pra acionar o resgate, agradeceu e foi embora.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.

Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.

Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.

Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.

Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.

Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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E não era por isso que eu o odiava. Não fora ele quem escolhera qual curso superior eu faria. O Problema do mestre – mestre não, graduado, porque ele era da época em que não se exigia mestrado para os professores universitários e, quando começaram a exigir, faltavam poucos anos para ele se aposentar e resolveram deixá-lo por lá mesmo – era que ele passou a maior parte de sua vida num mundo ainda bipolarizado por Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Ele não sabia pensar de outra forma e, mesmo faltando menos de um ano para o século XXI, seu hobby preferido era cutucar as viúvas de Karl Marx (e eu era uma delas). Entrava eu no jogo do velhinho e dava os meus chiliques em sala de aula. E achava lindo.

Contava o catedrático da velha guarda que, na época do regime militar, um aluno, descontente com sua nota na prova bimestral, se vingou dele o denunciando como comunista para o DOI-CODI (aliás, esse nome DOI-CODI soa como algo tão intelectual, mas se é coisa de polícia, não pode ser intelectual).Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Portugal chegou e ouro não viu
Pegou a madeira e jogou no navio
Era chegar e levar
Sem povoar
Só pra começar
Ciclo do Pau-Brasil.
(Trecho da letra de música didática "Os três ciclos econômicos do Brasil colonial")
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– Filho, você vai precisar operar o saquinho! O chute do Nakano machucou as suas bolinhas!

– Sério, mamãe?

Apesar de só ter seis aninhos, eu lembro como se fosse hoje: eu deitado numa maca de rodinhas, sendo levado por cerca de meia dúzia de homens e mulheres, com roupas e máscaras verdes, até a mesa de cirurgia.

“Cambada de covardes”, eu pensei, “por que eles precisam esconder-se atrás de máscaras?”
(Trecho da crônica para rádio "O chute que eu tomei no saco")
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– Não tente tapar o sol com a peneira, rapaz. Fica tranquilo, você está mostrando-se coerente. Ficar um tempo sem tomar banho é uma boa técnica. Você deve se sentir importante quando, enfim, toma.

– O tempo é muito escasso: ou eu limpo a minha casa ou eu tomo banho.

– É um problema fácil de resolver: como você tem cara de quem vive em marte, deve ficar pensando na morte da bezerra e demorar no banho. Então, é só deixar a porta do seu banheiro aberta. O vapor do chuveiro não vai deixar a sua casa brilhando, mas vai dar uma boa limpadela. Como eu suponho que a sua casa deva ser pequena, o vapor vai abranger todos os cômodos. Melhor do que nada pra quem vive no chiqueiro.

– Eu já faço isso. Tomo, sempre, banho com a porta aberta.

– porque está quebrada. Eu aposto.Clicando aqui, você lê o texto completo