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Biscoito da Sorte
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Mas, agora, ele era um estrangeiro em Queenstown. Tomando o seu cappuccino com chocolate – antes de ir ao aeroporto e pegar o avião para o estádio de rugby e assistir a um jogo do All Blacks, seu time adotado para torcer neste esporte que ele aprendera a apreciar – devaneava sobre as estratégias mercadológicas que adotaria para aprimorar o seu supremo produto, o seu negócio mais próspero: um jogo técnico de cartas cujos personagens eram astronautas e monstros selênicos.

Assim como, na lonjura de sua extrema mocidade, não se contentou com os limites impostos pelos artefatos prontos e embalados que eram as bolachas de vinil multicromadas, atualmente, profissional bem sucedido da carreira de marketing, não se atinha aos marcos da categoria gerencial de otimização. A ele aprazia tecer planejamentos inventivos.Clicando aqui, você lê o conto completo
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– Qual é o seu problema?

– Diarreia.

– Forte?

– Não, fraquinha, fraquinha...

– Líquida?

– Não, sólida, densa, esbelta. Você precisa ver que diarreia camarada! É de dar inveja nos infelizes que são pegos de jeito por esse mal. Dos males, o menor.
(Trecho da crônica para rádio "Das coisas que aprendi sobre paixão, sexo e diarreia")
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Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.

Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.

Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.

Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.

Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.

Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Abraçarei céu azul

Todo o firmamento

E soprando lá do sul

Vem, de novo, outro vento.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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E, como prometi pra mim mesmo, não mais reservaria à vulva um lugar no auge das minhas cobiças. Portanto, não poderia fazer um sacrifício tão grande assim por uma.

– Moça, este estabelecimento tem muita sorte por tê-la como vendedora devido à sua suprema sapiência, mas não vou mais querer o livro. Muito obrigado.

Parafraseando Raul Seixas, saí pela tangente, disfarçando uma possível estupidez. Ao retirar-me do recinto, observei que a sumidade abandonara, em cima do balcão, uma revista Caras. De maneira evidente, era um objeto pessoal dela, pois a loja não comercializava esses excrementos.

Contudo, lembrei-me de que não havia feito ainda a minha boa ação do dia, então surrupiei aquele exemplar erudito com o intuito de fazer um favor pra beldade. Senti-me como se estivesse tirando um doce de um diabético ou uma arma de perto de um suicida. Enrolei a réstia e envolvi-a em minha axila esquerda. Aí sim, logrei êxito em sair satisfeito daquele prédio comercial, que estava precisando tomar um pouquinho mais de cuidado nas entrevistas de contratação de seus funcionários.
(Trecho da crônica para rádio "Sexo ou livro? Eis a questão...")
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Apêndice, palavra errata
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.

E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.

Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Até a próxima, Renata...")
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